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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobre Blog


Saul Estevam, Mestre em História

* Saul Estevam


"Prezado Caramurú,

Nos últimos dias enviei alguns comentários para o seu blog com o intuito exclusivo de rebater a má fé de alguns políticos do município com João Fernandes, que como todos sabem é marido de minha tia, a quem tenho como mãe. Independente de ser João ou não, achei um post do blog, como de um representante do legislativo, desnecessário, haja vista que não teria porque noticiar medidas que poderão ser tomadas. Achei que soou perseguidora, cheia de propósitos, mas sem nenhum fundamento. É a velha história de colocar a carroça na frente dos bois.
Do mesmo modo que leio seu blog todos os dias, procuro informações em site da região. Um dos sites é o do vereador Wagner Souza, a quem tenho muito respeito e admiro. Wagner tem trazido boas propostas e, sobretudo, quebra com o velho assistencialismo de parte do legislativo de Campo Grande. No entanto, acredito que pra assumir um cargo público nós temos que ter maturidade pras criticas, injustiças e até mesmo os elogios. E a minha foi contundente: eu estava criticando o posicionamento de alguns vereadores sobre o projeto de Lei, da qual eu discordo.
Wagner chegou mesmo a acusar João de ser o único a ter votado contra (e de fato foi), como aquele que não entendeu o projeto de lei, fazendo outras acusações que não teve coragem de manter. Sobre o projeto e o não entendimento, acredito que ele era cheio de pegadinhas. Talvez isso tenha feito com que aqueles que votaram a favor FOSSEM CONTRA OS PROFESSORES.
Achei interessante o posicionamento do procurador do município (acho que ele exerce tal cargo) e seu distanciamento das “pessoas” (leia-se leigas) e dos blogs, que para ele não é “foro adequado para debates”. Talvez por ser o Notícias do Sertão, que muitos até mesmo chamam de vitrine (mas que fiquei bastante surpreso que quem critica pediu até mesmo pra aparecer: "FILMA 'NÓIS' CARAMURÚ”). Fiquei surpreso ainda de meus comentários terem sido chamados de  desqualificados e não corretos.
O que bacharel em Direito não deixou claro foi o lado ruim do projeto. Minha crítica, que talvez não tenha ficado clara, é na forma como o executivo municipal quer fazer esse piso valer. Embora o projeto queira aumentar a gratificação de 62% para 72%, assim como o salário de 382,23 para 400 (vejam que ainda é abaixo do mínimo), os professores só chegariam ao valor do piso salarial por meio de gratificações. E não foi isso que a lei do piso salarial garantia. Ela afirma QUE O SALÁRIO DEVE SER 1138 REAIS E NÃO 400.

Por mais que soe como um grande avanço feito aos professores, a lei municipal estaria diminuindo sim o direito de receber quase 3 vezes mais, bem como o direito de se aposentar com esse valor. Porém, mesmo com sua aprovação, acredito que o projeto foi em vão. Faz alguns dias que o STF se posicionou contrário a esse jeitinho tomado pelos prefeitos e governadores em todos Brasil. E o que é interessante deixar claro: BIBI NÃO É O ÚNICO CHEFE DO EXECUTIVO QUE QUIS UTILIZAR ESSE MEIO.
Enfim, meu posicionamento foi esse em face aos fatos que apresentei. Não agi de má fé, não o vejo como um pecado, nem acredito que seja necessário pedir perdão, nem tão pouco discutir em nenhuma reunião.
Confesso que ainda não entendi o motivo dos meus comentários terem até mesmo sido apagados do blog do vereador, a quem me fez diversas acusações, como a de que ficava notório minha perseguição. Do mesmo modo que quis me desqualificar, afirmando que não aceitaria minhas provocações, insinuando que eu seria indigno de por sua honestidade em jogo. Confesso ainda que não entendi o motivo dele ter apagar meus comentários só pelo fato d’eu ter perguntando sobre uma viagem na época das eleições. Do mesmo modo que não entendo o motivo de você ter tirado meu comentário como um post, colocado horas antes.
Queria ainda esclarecer que em nenhum momento estou sendo feito de “bucha de canhão” por Bebeto, nem tão pouco pela minha irmã, a quem a todo momento se mostra preocupada com meus posicionamentos e comentários. Peço ainda que por estar em outra cidade, não ser visto como um “estrangeiro” em minha terra. Afirmo ainda que não faço meus comentários com o intuito de aparecer e que ainda não sofro de nenhum complexo. Por falar nisso, sou muito feliz com minha profissão e com minha perspectiva de futuro.
Reforço ainda que os alunos do Abrindo Caminhos podem contar com minha profissão de professor e de contador de histórias (a História é bem mais que isso), que foi até usado para tentar me desqualificar. Reforço ainda o carinho, admiração, respeito e confiança que tenho por você, Caramurú. Mas confesso que você pode querer mais... e, talvez, só querendo isso é que você possa ir além. Então fico na torcida, que para que venham outras vontades. Talvez um humilde capítulo do livro que deixei de presente pra você o inspire.


E como é necessário a invocação pessoal e profissional, assino abaixo,

Saudações"


* Texto publicado a pedido de Saul Estevam, professor da UFRN

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