
terça-feira, 24 de agosto de 2010

*Clayse AnneELEVANDO A AUTO-ESTIMA DOS PROFESSORES DA CRECHE
*By Ana Lúcia. Coordenadora dos programas sociais, da secretaria de Promoção e Bem Estar Social de Campo Grande.
http://campogrande-rnrumoaoselounicef.blogspot.com/

Foto da Campanha dos Candidatos do Lula em Campo Grande

domingo, 22 de agosto de 2010

LAR doce LAR
*Clayse Anne
O tempo passou e Leida manteve sempre a sua porta aberta em sinal de boas vindas. Para mim, para outros e para sua trajetória que resultaria num momento tão importante para sua carreira e realização pessoal como está sendo. E especialmente: para que, como educadora, formando homens e mulheres, ela contribua para mudar a história do mundo.
De origem humilde, é natural de Catolé do Rocha. Mas foi nas terras do sítio Currais Velhos onde foi criada a menina apontada por um médico que visitava as comunidades rurais da época como: “muito inteligente e por isso, não podia crescer numa comunidade que não lhe daria oportunidades para aperfeiçoar sua capacidade intelectual".
Não diferente de muitos moradores das zonas rurais, a menina Leidinha soube o que é carregar lenha, lata d´água na cabeça, plantar e colher feijão e algodão, além de juntar frutas da oiticica que era, por seu avô, vendido para as fábricas de sabão. Iniciou seus estudos, primeiramente no sitio para depois migrar para a cidade, onde foi acolhida por uma parte de seus familiares, após descobrir que estava doente de “asma” que impediu a sua permanência no sitio. Foi o inicio de uma mudança na história de vida da menina que não se prendia as dificuldades da vida, mais apoiava-se em um único ideal: na sua intervenção para melhorá-la.
E após anos de mais dificuldades, materiais e de oportunidades, ela foi sendo beneficiada através do seu esforço e coragem, nunca olhando para trás, mas seguindo sempre “teimando”, confiando e contando com a ajuda de pessoas queridas, além do apoio incondicional de Deus a quem num momento especial em sua vida, aos 17 anos de idade, teve um encontro pessoal que mudaria a sua vida para sempre.
Terminou seus estudos, entrou na Universidade e formou-se em Pedagogia pela UERN. Casou e teve filhos, realizando seu lindo e maior sonho: construir uma família. Prosseguiu sonhando, nunca esquecendo que, parte desse sonho seria o de contribuir para a melhoria do mundo. Fez especialização, atuou em vários cargos como educadora e decidiu: seria Professora Universitária. Preparou-se e fez concurso onde foi aprovada na UERN.
Ela sabia que agora precisava, mais do que antes, continuar a sua formação, por causa da sua profissão e por uma questão pessoal. Então, decidiu fazer a seleção para o mestrado. Passou. E essa noticia mudaria um pouco o rumo da sua vida e de sua família, pois, teve que se ausentar um pouco do marido tendo que ir morar em Assú, onde sua permanência foi de dois anos. Voltando para Campo Grande decidiu continuar, teimar, nunca desistir e então mais uma vez o sonho, que até então nunca abandonara, confirmou a noticia mais óbvia para ela e para quem acompanhava o seu esforço, dedicação, fidelidade a Deus e acreditava em sua capacidade: Você está no doutorado!! Mais uma vez os rumos da sua história seriam mudados, ela teria que se afastar de Campo Grande indo morar em Natal.
E os desafios continuaram. Neste ano de 2010, por cerca de quatro meses ela esteve distante de sua família, marido e filhos e das pessoas amigas. Foi um tanto difícil a sua permanência em Brasília, em que ela esteve provisoriamente, cumprindo uma parte de sua tarefa de exigência do curso: o doutorado “sanduíche”. E nesse tempo ela teve a companhia constante da dor da saudade, onde nunca havia se apresentado tão dolorosa. Porém, a certeza de que ao seu estava um Ser superior, nosso Deus, que lhe dava forças para não desistir. Lembro-me do seu primeiro dia na capital nacional quando ela me ligou dizendo: vou precisar do seu apoio nesse momento tão difícil. O apoio foi dado, como sempre!!
Foram momentos duros, a distância realmente machuca e preocupa. Mas tantas renúncias, que começou desde os Currais Velhos, quando teve que deixar sua família para estudar na cidade, valeram apena para que a história de vida da sonhadora menina Leidinha, que tanto olhava para o horizonte, imaginando-se vencedora, fosse transformada nesse exemplo de uma grande Educadora e ser humano com tanta disposição em "mover-se como gente", "segurando no peito o orgulhos de educar", onde muitos que, assim como eu, ao crescer desejam ser ao menos parecida com ela. Você ainda tem muito a percorrer (Te vejo no MEC!!!). =)
Agora, tarefa cumprida e com a certeza de que o esforço, de fato, sempre vale apena. Leida está em casa com a família!!!
Que Deus continue lhe ajudando a combater os bons combates da vida e que seus sonhos continuem sendo realizados até que um dia você possa dizer as triunfantes e tão sonhadas, por você, palavras de Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”
Bem vinda ao seu lar, querida!!

*Clayse Anne Medeiros
Enfim....
ESCRITORES DA LIBERDADE!!
Um pouco sobre o filme:
Escritores da Liberdade (Diretor: Richard Lagravenese), baseado em fatos reais aborda, de uma forma comovente e excepcional, o desafio da educação num contexto social deficiente, marcado pela violência e insensibilidade. O filme começa com uma jovem professora iniciante, de Lingua Inglesa e Literatura, que entra numa instituição do Ensino Médio, onde é colocada para lecionar numa turma de jovens/adolescentes considerados problemáticos, marginais, inclusive envolvidos com gangues.
Após perceber a grande frustração daquela turma, a jovem professora inicia uma nova metodologia a fim de superar as barreiras e dificuldades desses jovens, envolvendo-os na leitura e escrita, sugerindo que eles escrevam todos os dias em um diário, sob assuntos de suas próprias vidas pessoais, inserindo conflitos famíliares até externos. Esse método logo começa a fazer efeito em suas vidas, saindo para a realidade de uma possível transformação como aponta o escritor Paulo Freire em seu livro Pedagogia do oprimido, os alunos saem da condição de marginalidade de oprimidos e iniciam no campo das possibilidades, ao lutarem pelos seus ideais, pelas suas conquistas ao enfrentarem os obstáculos, não mais com a violência, mais com o conhecimento. E assim, com tolerância, respeito mútuo e através da troca de experiências o método da Senhora G, leva-os a um relacionamento saudável dentro e fora da sala de aula, além do desejo de estudar.
sábado, 21 de agosto de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

...A nossa conta nunca está em dia...*Simone Cabral
Caros (as) leitores(as) do Blog Notícias do Sertão!
Quando Caramurú me convidou para participar da equipe de colunistas do Blog, há mais ou menos um ano e meio, fiquei meio aflita: primeiro porque eu tinha dúvidas se acompanharia o ritmo, a dinâmica e o jeito próprio da escrita do blog; a segunda, se as minhas postagens seriam bem recebidas por vocês leitores (as) do blog.
A certeza que tenho, é que nesse tempo de diálogo virtual, pude nas várias possibilidades de interação com a escrita, manifestar o que penso, sinto e acredito.
E vocês leitores (as) partilharam isso comigo. À vocês dedico, primeiramente, meus sinceros agredecimentos.
Mas essa abertura só foi possível, pelo tratamento interativo da equipe deste blog, em particular, de Caramurú, a quem somo o meu apreço e toda minha admiração. Nesta conta estão também Kércio e Iracema por quem sou grata pela amizade e afetividade. E, claro, não poderia deixar de mencionar a nova integrante do blog, Clayse Anne, a quem nos últimos anos tenho manifestado um carinho especial, por sua história de vida e modo de pensar e ver o mundo. Seja bem-vinda à equipe deste blog!
Por último, felizmente ou não, lembrando que Caramurú pensa em me “pagar” por toda colaboração dada ao blog, sinto muito meu amigo, mas não pude deixar de lembrar deste poema de Mario Quintana:
Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,
Pois nunca as nossas malas estão prontas,
E a nossa conta nunca está em dia.
SAUDAÇÕES!!!!

Quando recebi o convite do meu grande amigo Caramurú, para participar como escritora do blog Noticias do Sertão, confesso que a sensação que me deu é de que estava prestes a carregar uma tonelada de responsabilidade. E é interessante a gente sentir que algo assim não se torne nenhum pouco incômodo. Muito pelo contrário, me fez sentir como o pequeno príncipe, quando apartir do momento em que conheceu a raposa compreendeu que era: “responsável por aquilo que cativas”. Então “cativar”, provavelmente seja a palavra chave para minha participação nesse blog. Cativamos quando criamos laços e, sabemos que cativamos, quando cuidamos para que esses laços não se desatem. Mas, é importante saber que “cativar” nem sempre significa aceitar tudo, às vezes será preciso deixar de lado a “redoma” para não deixar de lado os ideais, onde provavelmente eu tenha que apresentar um pouco o meu lado “baobá”. (talvez um pouco insistente, quem sabe crítico, mas nunca destrutivo. Provavelmente reflexivo).
Saúdo, especialmente, aos leitores com carinho e agradeço ao Cara pela oportunidade!!!





quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Movido pelo reconhecimento da importância e pelo desejo de expressão, dedico algum tempo escrevendo textos que não intentam a unanimidade, mesmo porque ela seria um péssimo indicador da condição reflexiva humana. Para além disso, pretendo que os meus escritos desafiem as certezas equivocadamente instituídas, incomodem as verdades que firmam os nossos pés, mas impedem sonhar com coisas que podem ser diferentes.
Gosto de analisar a situação social do meu lugar... Como vivem os jovens? Que alternativas eles encontram para construir sua cidadania? Por que existem tão poucos empregos? Quais as possibilidades de mudar esse quadro? Que parcerias podem ser buscadas nesse sentido? Como melhorar as condições de vida do povo? Faço isso porque entendi, muito cedo, que a inquietude de alguns diante da realidade vivida foi e continua sendo fundamental para reconfigurar a estrutura social e os modos coletivos da existência humana.
É cômodo não incomodar, se adequar às normas estabelecidas, aceitar a hierarquia social, a dominação, a repressão, a má distribuição de renda como fatalidades de um mundo inevitavelmente desigual, e apenas fazer parte do jogo, encontrando um lugar ao sol. Quem assim vive encontra o caminho do sossego, do bem-estar, mas também, da mediocridade.
É incômodo demais contestar, entender que as coisas podem ser diferentes e se aventurar a tentar trocar “as peças” dos antigos lugares, colocando-as na contramão do destino. Porém, é importante lembrar que, quando analisamos a história, percebemos que as transformações e a redução das desigualdades foram sempre desencadeadas por pessoas que, de algum modo, pertenceram a esse segundo grupo. Penso que, na atualidade, isso continua valendo.



terça-feira, 17 de agosto de 2010
Sandrinha Góes e Joyce Myrian são dois exemplos de mulheres guerreiras e vencedorasO papel social da mulher: conquistas e desafios
* Caramurú
Nascidas sob o jugo do preconceito, vergonhosamente, instituído por falsas crenças e valores controvertidos, as mulheres tiveram suas vozes caladas nos diversos cenários sociais por muitos séculos. Em alguns países essa realidade continua bem distante dos ideais de liberdade, respeito e dignidade promulgados pela própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.
As mudanças alcançadas em algumas nações não resultaram do reconhecimento gratuito dos opressores. São conquistas de muita luta, sintonia de vozes que soaram em dissonância da velha sinfonia injustificável. Isso nos traz uma convicção: as mudanças sociais se dão pela ruptura com o cômodo, pela coragem de ousar e estar aberto à inovação.
No Brasil, elas assumem hoje um espaço social nunca visto nas esferas profissional, familiar e política. De forma inédita, uma mulher lidera a preferência nacional para governar o país. Apesar dos índices absurdos e crescentes de violência contra a mulher, a atual conjuntura testemunha a força da esperança materializada pelas ações dos que acreditam e insistem que o mundo pode ser diferente.
Portanto, junto minha voz a dos inconformados, que não se acomodam sob o rótulo “de que o mundo é assim mesmo”. Uma das marcas humanas é a capacidade de mudar, que rima com acreditar, lutar, ousar, inovar... Sobre esse e outros temas, por uma opção ideológica (inseparável da ação humana), o papel desse blog é trazer elementos para que, juntos, possamos pensar... E, quem sabe, mudar pontos de vista e atitudes.






















