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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


Projeto Dom Heldér e a avaliação para nova fase
* Caramurú

Os consultores do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura – FIDA da ONU estiveram em Campo Grande com o intuito de avaliar os impactos do Projeto Dom Heldér Câmara sobre a agricultura familiar e assim tirar elementos de avanços e limitações que serão a base para o desenho da nova fase de 4 anos. Entre os locais visitados, os consultores estiveram fazendo entrevistas com as famílias do Bom Jesus e Morcego; já nas entidades a consultoria ouviu o Núcleo Sertão Verde e a mim na condição de ex-supervisor e vice-prefeito.

Certamente é muito significativa a contribuição para o desenvolvimento sustentável do Território Sertão do Apodi e Campo Grande; mais ainda é o PDHC um grande laboratório onde ensina para as demais estruturas do Estado como se alcançam resultados concretos e eficientes a partir da democracia participativa, controle social, planejamento participativo e principalmente abordagem agroecológica da agricultura familiar ladeada por novos valores igualitários nas condições de economia solidária, gênero, geração, raça e etnia.

Especialmente quando lutamos pela inclusão de Campo Grande tínhamos o intuito de fazer um dever de justiça haja vista que até então Caraúbas e Upanema eram atendidos pelo PDHC e CG não. Depois da aprovação pelo comitê territorial começaram as atividades há mais menos 4 anos com impactos sociais, ambientais, econômicos e culturais que podem claramente ser visualizado em qualquer uma das áreas atendidas diretamente e até em outras comunidades e assentamentos de nossa terra.

Dentre muitos benefícios relacionamos abaixo alguns projetos, cursos e ações do Dom Heldér que ilustram o alcance deste que é um dos melhores investimentos do Governo Lula para a agricultura familiar:

Assessoria técnica, social e gerencial com técnico agrícola e apoio pedagógico para as famílias de Campo de Aviação, Bom Jesus e Morcego.

Implantação de 13 mini-bibliotecas Arca das Letras nas principais localidades rurais do município.

Construção da sede das associações de Morcego e Campo de Aviação.

Implantação de projetos de galinha caipira no Morcego, Campo de Aviação e Bom Jesus.

Acesso a projeto de criação de ovinos nas comunidades Morcego, Campo de Aviação e Bom Jesus.

Liberação de canoas, redes, apetrechos, isopor e freezer para os pescadores do Morcego.

Plantio de banco de proteína com gliricidia no Campo de Aviação.

Conquista de telecentro de inclusão digital para o Bom Jesus.

Seleção de 20 famílias para o plantio de algodão agroecológico em Lagoinha, Caiana, Morcego, Bom Jesus e entorno.

Implantação de área de manejo sustentável da mata nativa no Bom Jesus.

Alfabetização de jovens e adultos em Bom Jesus e Campo de Aviação.

Capacitação de jovens para o trabalho de mobilização social.

Implantação e funcionamento de 3 áreas irrigadas para cultivo de hortaliças orgânicas.

Investimento na Feira da Agricultura Familiar.

Participação no Projeto da Adutora do Sertão.
Conquista do CINE + Cultura para Bom Jesus.
Aprovação do PRONAF infra-estrutura com Barragem Sucessiva da Conceição.
Aprovação de recursos para tanque de resfriamento de leite e central de comercialização da agricultura familiar.

Assessoria e organização de grupos de jovens e mulheres. Etc.

São inúmeras as contribuições do PDHC para CG. Projeto este que hoje é coordenado pela competente campograndense Rosane Gurgel. Portanto, além das ações enumeradas acima, acrescentei tão somente na nossa entrevista que a próxima fase precisa apenas de uma ampliação para novas áreas de Campo Grande. Mas sem dúvidas estão de parabéns o Presidente Lula, o Ministro Cassel, o delegado Hugo Manso, Dr. Espedito, Rosane Gurgel e todo o grupo que acertam os detalhes para a fase 2.

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