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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Gesley Bandeira, meu sobrinho recitador
Emoção no sarau poético realizado na Festa de Emancipação de C. Grande
* Caramurú


Fiquei duplamente emocionado com o sarau poético organizado pela Escola Municipal Joaquim Leal Pimenta. De um lado vi poesia entrando numa programação oficial de um município (e que bom que foi o nosso). Como diz Beto de Peixinho "cultura não enche barriga, mas alimenta as idéias". Mais feliz eu fiquei quando vi minhas poesias inocentes de 1993 sendo recitadas por alunos que estudam na escola onde estudei. E para aumentar a alegria, no meio dos garotos, estava meu sobrinho Gesley Bandeira.

A forma imediata que encontrei de agradecer o diretor Chico Moura e as professoras Claudione Vieira e Luzimar Brito é aqui  publicando a poesia abaixo, do poeta pernambucano Antonio Nóbrega, cuja recitação foi feita por mim naquela ocasião de 05 de abril, no mercado municipal:



o meu chapéu é de palha.
A sua cota é de malha,
o meu gibão é de couro.
Sua justiça é no foro,
minha lei é o consenso.
O seu reinado é imenso,
minha casa é meu país.
Você é preso ao que diz,
eu digo tudo o que penso.

Você vem com a arma erguida,
eu vou abaixando a guarda.
Você vem vestindo a farda,
eu de roupa colorida.
Você disputa corrida,
eu corro pra relaxar.
Sua marcha é militar,
a minha é de Carnaval.
Seu traje é de general,
eu visto pena e cocar.

Você liga a motosserra,
eu planto flor no cerrado.
Você só anda calçado,
eu piso com o pé na terra.
Você quer vencer a guerra,
eu quero ganhar a paz.
Você busca sempre mais,
eu só quero o que é meu.
Você se acha europeu,
eu sou dos canaviais.

Você vem com a força bruta,
eu vou com a ginga mansa.
Você vem erguendo a lança,
e eu erguendo a batuta.
Você me traz a cicuta,
eu lhe dou chá de limão.
Você diz que é capitão,
eu só sou um mensageiro.
Você é um brigadeiro,
eu sou só um folgazão.

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